Xan
07
2012
0

#Castelao

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Written by chimpin in: Gráfica | Etiquetas:
Mai
17
2011
1

Municipais 2011: Partido Popular

Vou ver se nestes dias que faltam para as eleiçons sou quem de debulhar um pouco as propostas dos partidos, e vou começar co Partido Popular ou, mais exactamente, com José López A.K.A. Vilariño.

A campanha que estám a fazer é altamente persoalista, centrando-a no candidato e nom no partido. Mas a nível local, já que se apoia muito no presidente da Junta de Galiza e na Deputaçom de Pontevedra. De facto, todas as novas da página principal de sua web começam co texto «O candidato do Partido Popular á Alcaldía da Estrada, José López Campos…» esquencendo que se supón que representa e presenta-se por um partido, e que o das listas abertas é ainda algo por conseguir neste país. E a campanha é persoalista também noutro aspecto, e é que se centra em atacar ao anterior alcalde. E nom ao governo ou a corporaçom em geral, nom, senom a Dono em persoa.

As propostas:

Á parte dos ataques a Dono (e quando digo ataques nom me estou a referir a que façam umha campanha suja, olho, senom que atacam o labor realizado durante a legislatura) as propostas centram-se em tres grandes projectos e «100 razóns para o cámbio», que na web chegam até o nº 50.

  • A ampliaçom dos jardíns municipais: o primeiro projecto estrela do PP é a reediçom dumha promesa de Ramón Campos e um tema já mui debatido por estes lares, tendo lugar na elaboraçom dos sucessivos PGOMs que levamos enriba nos últimos anos. Agora apresentam um anteprojecto (ou umhas infografias) nas que podemos apreciar como essa ampliaçom vai consistir na criaçom dumha superfície de cimento, que nom é mais que um tecto para o aparcadoiro soterrado, que é o importante aquí. E é o importante porque a financiaçom para realizar tal empresa mom é assumível polo Concelho. No seu momento falara-se que o preço de adquisiçom dos terreos seria de uns dous milhóns de euros e, segundo a própria web do PP, o custo das obras seria de outros cinco milhóns. Isto é, gastariam sete milhóns de euros num parque de 4.000 m2. Para fazer-se umha ideia, o orçamento municipal para o ano 2011 é de 11,7 milhóns, e o orçamento para a ampliaçom seria de mais da metade, o que implicaria hipotecar os orçamentos municipais durante anos ou… ou «vender-lhe» os terreos municipais a umha empresa privada, que é o caso que plantexa o PP. Eles vende-no como que «há empresas privadas dispostas a assumir o gasto», mas a realidade é a que é. E um detalhe: alguém que estudara em colégio de pago me pode explicar que é umha «área topográfica artificial» como a que seica vam fazer?
  • O campo de fútebol do Calhobre: certo é que o fomento do esporte de base deve ser política obrigada de qualquer governo. E certo é que o Callobre C.F. leva anos a travalhar com esse objectivo. E certo é que bem pode percisar dum campo mais ao xeito do que tem, com ou sem erva artificial. Agora, por que promete o senhor López umha actuaçom da Deputaçom, que polo lido é quem vai levar a cabo a obra? Persoalmente nom me vale que os políticos prometam cousas que nom estám da sua mam, sejam campos de fútebol, autovias ou polígonos do móvel. Por outra banda, se umha das cousas que repite López umha e oura vez é que vai governar para todos e nom só para os da sua corda, entendo que a Deputaçom si o vai fazer, por que nom se vai poder fazer o novo campo do Calhobre sem o PP na alcaldia? E por outra banda mais, quando López fala de que “Temos unha aposta clara polo deporte en xeral e, neste caso, pola comunidade deportiva do Callobre en particular, porque cremos que o fomento do deporte base e a traxectoria que o Callobre ten neste eido é o exemplo a seguir» é esta umha chiscadela a Dono polo seu labor á fronte do clube durante anos?
  • Centro Esportivo na Baiuca: dentro das «100 ideias para o cámbio que som 50» há algumhas interesantes, outras que compartem todos os partidos (o PGOM, a Cidade do móvel, a ampliaçom das redes de saneamento no rural) e outras completamente risíveis. Dumha delas, a número 43, nasceu este projecto, e di, nada mais e nada menos que «Para que os estradenses dispoñan de infraestruturas deportivas que permitan practicar deportes como o pádel sen ter que marchar a outros concellos«. Claro que sim! Queremos jogar ao pádel! Um esporte importantíssimo e com grande número de practicantes no concelho, que, probes, tenhem de ir ao Squash a jogar. Para isso, e como é mui importante, colhemos os terreios onde está previsto ponher o novo Centro de Saúde da Estrada (para que o queremos, se sabemos que a sanidade pública nom merece um peso?) e montamos umha (nom, outra!) piscina climatizada, com pistas de pádel e squash. Igual há que mirar também um campo de golf, ou? E como o pagamos? Poi nom pagamos, porque segundo o alcaldável «hai empresas especializadas nesta actividade deportiva dispostas a investir na Estrada”. Lembrades o da alameda? Pois mais terreio público para as empresas privadas. E isto só é a cámbio do novo Centro de Saúde, olho. Poderemos ir jogar ao pádel. Eu percisáva-o.

Pois bem, estas som as actuaçons mais importantes que há na campanha, os macroprojectos, que como saberám é o que adoitam fazer os governos populares/populistas. Aguardo o momento no que prometam fazer um A Estrada Arena no que colha toda a populaçom do concelho, como em Lalím, que nom imos ser menos que eles, ou?

Do outro lado, estám as cincuenta ideias essas. Ia comentá-las, mas estám todas misturadas, alhos com bugalhos e propostas concretas com cousas do mais genêrico. Por fazer-nos umha ideia, falam desde a necesidade dumha pista de pádel (como já comentei), até de Zapatero, o PGOM, e outras tantas. Umnha cousa sim: das propostas «sérias» a maioria dependen doutras administraçons, seja Junta ou Deputaçom. E remato cumha mui triste: «Porque é preciso rebaixar os índices históricos de desemprego que deixan como herdanza Dono e Zapatero«. Senhores do PP: as políticas de emprego levam anos transferidas á Junta. Polo que aí falta um Feijóo, acho.

P.S. A ver se nestes dias que faltam ponho algo do PSOE e do BNG. Dependo do tempo.

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Written by chimpin in: Geral |
Mai
08
2011
0

Municipais 2011

Como cada quatro anos (igual que há quatro anos, vaia), vou tentar fazer um pequeno seguimento das eleiçons municipais da Estrada, e dado que hoje começa a campanha é o dia escolhido para ponher-se a isso.Nom é que haja muito que dizer polo momento, mas vou soltar aquí as ideias que me venham á cabeça. Dizer também que vou tentar ir a todos os mítins que se façam na parróquia, tanto de PP, como de PSOE e BNG (se os há, claro, que nom o sei) que começarám hoje co do alcalde e alcaldável do PSOE. Imos aló co conteúdo.

Os candidatos:

Por parte do PSOE temos ao actual alcalde, José Antonio Dono, ao que já conhecemos todos. Eleiçom lógica, e o único dos tres que recunca. Que oferece? Pouca cousa. A lista anovou-se bastante, ainda que o núcleo da mesma segue, en esência, igual. Quitarom á concelheira de Urbanismo, suponho que para nom ter á persoa que em quatro anos nom foi quem de levar adiante o PGOM.  Se nos guiamos polo trabalho realizado á fronte da alcaldia durante os últimos quatro anos podemos resumi-lo em:

  • Prometeu aprovar o PGOM num ano. E quatro anos despois nom está. Muitos intentos, e muito trabalho, todo há que dizer, mas nom está rematado. Pode que, de recucar na alcaldia, se aprove em menos de meio ano, dado o avançado do tema e que (para algúns está claro), a conselharia nom lhe deu ainda o aprovado provisório para tentar ajudar ao PP local nesta carreira. Certo, mas a promesa leva tres anos de atraso.
  • A gestióm interna do concelho tampouco é que milhorasse. Seguem a meter gente a dedo, nomes que sabemos muitos, e nom se ve que aproveitem o persoal que tenhem, que é muito, mas necesário, ainda que mais necesário é que travalhem como deveram. O trato aos vizinhos na casa consistorial segue a ser bastante ruím, e o eficiência em certas áreas pode-se dizer que empiorou.
  • No plano cultural mais do mesmo. Nom atopei um cámbio substancial respeito do que fazia o governo anterior. Bem, antes todo o trabalho anual de Cultura era adicado á rapa e agora adica-no á rapa e mais ao Festiclown. Por nom entrar na polémica das festas da Estrada
  • Actuaçons na vila: um par de semi-peonalizaçons, nom sei que história da traida do Úmia e a reforma da praça do mercado.
  • Actuaçons no rural: um par de beiraruas e pouco mais. Agora nom sei fixo se meterom saneamento nalgumha aldeia, mas penso que sim. Ainda que isso nom estou certo se se lhe atribue ao PSOE ou á concelharia de Rural do Bloque.

No PP temos como candidato a José López, de quem já se falava nas anteriores eleiçons como possível candidato e deputado autonómico desde esta legislatura. Empregado de banca em excedência. Em termos prácticos leva a fazer de chefe da oposiçom no concelho toda a legislatura. As ideias que está a proponher merecem umha entrada á parte, ainda que estám a ser bem rebatidas por PSOE e BNG. Tem no seu web eleitoral um listado de 100 razóns para o cámbio, que serám analisadas com detalhe (se nom as 100, sim as mais importantes)

E por último, mas nom por isso menos imprtante, toca falar do BNG. O candidato á alcaldia é Xosé Manuel Magariños, actual chefe da executiva local. Engenhéiro Técnico Forestal e profesor de ensino secundário. Ainda que leva travalhando muitos anos no partido nunca entrou no listado de aspirantes a concelhal. Mas este ano a lista do Bloque sofre umha anovaçom profunda. nos postos de saida só repite Maribel Ruiz, até agora concelheira de Facenda e Contas. O resto novidades, ficando os anteriores concelhais nos últimos postos da lista. De facto, estám apoiando a lista, seja nos últimos postos ou de suplentes, todos os que algumha vez foram concelhais do BNG. Polo momento estám a publicar umha série de mini-boletíns sobre actuaçons realizadas pola sua área de governo nas distintas parróquias e tenhem publicado o programa, que também será analisado com calma noutra entrada. Entre as actuaçons de governo realizadas podemos destacar o apoio á criaçom da cooperativa Monte Cabalar e o apoio á Cidade do Móvel. Também algumhas menos vistosas, mas também importantes como a posta em valor das fontes e lavadoiros espalhados polo território ou a criaçom do roteiro Castelao, por exemplo.

Bem assim como inroduçom nada mais. Só dizer que a única web do PSOE local que atopei foi esta. Nom sei no resto das áreas, mas no que se refire a introduçom no mundo digital vam de últimos. E é umha mágoa, já que nom podo atopar o prorama na internet, cousa que é mui triste a dia de hoje.

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Written by chimpin in: Geral |
Abr
01
2011
0

Nasce Coroza, a verdadeira rede social galega

Entero-me via Twitter que o gurú viveirense da rede galega vai lançar um novo web que será umha alternativa a toddas as redes sociais que usamos, começando polo Facebook, e ademais a primeira completa-mente galega. Partindo da base dos malogrados projectos de Google, o Wave e o Buzz, consistirá numha rede na que os usuários interactuarám além do visto até agora. A interacçom na nuvem, será possível graças á utilizaçom dos últimos avanços em criaçom de webs, já que estará completa-mente feita em HTML5 (já estades a instalar um navegador compatível). Do pouco que sabemos é que contará com suporte para partilhar imagens, vídeos, contará com geolocalizaçom e com aplicaçons completas para iPhone e Android disponhíveis de balde.

A ideia, ainda que nada tem que ver com isso, seica partiu logo da desapariçom do Conachan, vendo a necesidade que há na rede galega dum espaço onde partilhar ideias de jeito completamente livre, sem ataduras, algo que nom se pode fazer agora mesmo. E soltou-se no NeThinking de Sam Simom, um lugar privilegiado e, sendo como foi cárcere e hospital, ideal para apresentar o que será o gromo da liberdade e a saude mental galega.

O nome: Coroza (impermeável ante as agressons externas)

A imagem (a única que temos polo momento):

O site: coroza.gl

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Written by chimpin in: Geral |
Feb
22
2011
0

GAÏAS

Vim isto e ocorreu-se-me

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Written by chimpin in: Geral |
Nov
07
2010
0

Miram por nos e dizimos que chove

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Xul
14
2010
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O futuro está no passado

Cons-tru-ti-vissss-mo!!

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Mai
23
2010
4

Rapa®

rapa s.f. 1. Acción de rapar. Hai que facérlle-la rapa ás ovellas.

Rapa das bestas. Operación que consiste en cortárlle-lo pelo ós cabalos bravos.

rapar v.t. 1. Corta-lo pelo ou a la a [un animal]. Raparon as ovellas.

Rapa: (6) Tosquia da lã, o cabelo, o pelo: a rapa das bestas

Rapar: (1) Cortar o pelo ou a lã rente: rapar as ovelhas.

Rapadoiro: (1) Lugar onde se rapa.

Rapador: Que rapa.

Algúns saberám de que vai o tema, outros nom. Explico:

Resulta que, nos tempos que correm, quando os direitos intelectuais estám a ser criticados desde muitos ángulos, quando as sociedades gestoras de direitos tenhem má imagem, quando cada vez mais gente opta por deixar ceiva a cultura que produze, há a quem lhe dá por registrar como marcas comerciais um substantivo que aparece nos dicionários, e um nome dumha tradiçom galega que se dá desde Viveiro até Oia, e que se chama igual em todos os sítios: rapa das bestas. A cousa nom remata aí, senom que agora os senhores da associaçom Rapa das Bestas, andam a mandar cartas ameaçantes (advertências, segundo a nova) aos organizadores dos outros curros que há por Galiza. Ao mais puro estilo SGAE. E di-no tam alegremente. Orulhosos. E que conste que a culpa nom é só deles, senóm também de quem lhe permitiu registrar tal cousa.

Senhores e senhoras da Associaçom da Rapa das Bestas de Sabucedo: saibam que a rapa nom é património seu. Nom som quem para proibir-lhe a ninguém chamar-lhe ás cousas polo seu nome, seja na casa, em publicidade ou em cartazes. Nom se podem apropriar dumha tradiçom porque si. Ainda que as autoridades lhes deixem. Senoras e senhores, está MAL.

E desde aquí quero animar a todos os organizadores de todas as rapas que há por Galiza adiante a que registrem, como nomes e marcas comerciais, palavras como curro, cavalo, besta e toda quanta se lhe ocorra para nom ser menos. Por certo, que passaria se alguém registra a palavra besta? Suponho que em Sabucedo nom poderiam usar a expressom rapa das bestas porque incluiria umha marca comercial, ou?

Dixem.

P.S. A web da rapa das bestas de Sabucedo é umha merda. Está mal feita, funciona mal e está inzada de gralhas.

P.S.2 Eu podo ponhe-las, que nom tenho fins comerciais.

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Written by chimpin in: Geral |
Mar
16
2010
1

O decreto do espanhol

Nom adoito escrever aquí sobre temas relacionados com a minha actividade profisional, mas normalmente nom está tam de actualidade. Desta volta os professores de tecnologias estamos no meio da polémica, assim que se a actualidade chama por mim, eu resposto.

Vem isto a conto da apresentaçom do Projecto de decreto para o plurilingüismo no ensino nom universitário da Galiza [pdf, 159 KB], apresentado aos meia de comunicaçom polo Secretário Geral de Política Lingüística o passado Sábado 13. E nom me vou extender sobre as formas da apresentaçom (um sábado, e á prensa, sem contar com ningúm dos agentes involucrados nem amosando o texto completo) nem sobre a falta de consenso (palavra coa que se lhe enche a boca ao Conselheiro), nem sobre a obrigatoriedade de impartir áulas em espanhol por primeira vez desde a ditadura, nem sobre a potestade dos pais e nais de mandar (que nom colaborar ou formar parte de) no sistema educativo.

De todo isto já se leva dito muito em tres dias. Tanto sindicatos (CIG-Ensino, STEG, aguardo que CCOO [pdf, 290 KB] e FETE-UGT publiquem algúm comunicado nos seus webs), como partidos políticos (BNG, PSdeG-PSOE, AGIR, NOS-UP), como persoeiros da cultura (Marcos S. Calveiro, Xabier P. Docampo, Manuel Bragado), como associaçons de pais e nais, associaçons de defessa da língua (A mesa, Coordenadora de ENL, Queremos Galego, Galego Património da Humanidade, AGAL) e incluso algum militante do PP já figerom as suas valoraçons iniciais.

Mas em todas estas valoraçons noto um ponto de vista que falta e case nom se escoitou. Este decreto assume a desapariçom do galego nas ciências experimentais. Justamente, é o ámbito do saber onde o galego está menos normalizado onde o governinho retira a língua nacional. Nom há mais que passar-se polos diferentes serviços de normalizaçom lingüística das universidades para ver a minoria na que está o galego. Minoria em quanto á utilizaçom geral, mas quase ausência nas carreiras e departamentos de ciências experimentais.

Se botamos um olho ao informe da Uso dos idiomas na docencia dos departamentos no curso 2009-2010 [pdf, 65 KB], comprovamos que só 14 dos 78 departamentos da USC tenhem umha percentagem de docência em galego maior do 50%. Só um desses é de ciências, o de Producçom Vegetal que, casualmente, tem a sua sede no Campus de Lugo. Se começamos polo outro lado, nos departamentos cumha docência em galego menor do 10% atopamos um total de 33. Desses 33 a grande maioria (25) som de ciências. Os outros som filologias (que em parte tem umha lógica que nom sejam em galego, mas na língua correspondente) de direito e de empresas. Se miramos por titulaçons no informe Evolución do uso do galego na docencia, por graos e titulacións de 1º e 2º ciclo [pdf, 71 KB], temos que baixar até a Engenharia de Montes para atopar a carreira de ciências com maior docência em galego. Um 40%. De novo do campus de Lugo, especializado em ciências agrárias (constatamos que o galego é para falar coas vacas até na universidade). E se excluimos as carreiras agrárias do Campus de Lugo baixamos até o novo Grau em Matemáticas para atopar-nos cumha carreira co 31%. O resto estám por baixo.

Nos casos da UVigo e da UDC nom atopei dados elaborados. Mas já no Plano de Normalización Lingüística da UDC podemos ler cousas como:

  • Só un 2,3% do persoal docente e investigador emprega o galego para redactar os traballos científicos e de investigación. Un 9,9% emprega o galego e o castelán. É dicir, en total un 12,2% emprega o galego, quer de xeito exclusivo, quer alternando co castelán.
  • A grande maioría do PDI da UDC non publicou ningún traballo científico en galego. Só un 26,8% o fixo.
  • Existen áreas de coñecemento cunha moi escasa implantación do galego (áreas tecnolóxicas ou científicas, por exemplo).

En resumo: colhendo ás universidades como mostra da actividade cientista galega, e tendo em conta que na USC (tradicionalmente a mais galeguizada das tres) a docência em galego acada o 25%, constata-se que nas áreas de ciências a situaçom do galego é ainda pior. Se unimos os dados de investigaçom na UDC (10%) podemos assegurar sem medo que a normalizaçom do galego brilha pola sua ausência entre os cientistas galegos. De facto, já tem saido nos jornais a leitura dumha tese polo facto de ser em galego.

Com este decreto, e se os centros repartem as línguas entre as matérias do Bacharelato seguindo o reparto obrigado por decreto no E.S.O., atopariamos facilmente casos nos que os itinerários tenham todas as matérias próprias da modalidade em espanhol. Qualquer itinerário científico-tecnológico tem como matérias próprias da modalidade Matemáticas II, Física e Química e Tecnologia Industrial II. As tres em espanhol, mui possivelmente. Mas isso é bilingüísmo, seica.

Ante isto, a Junta da Galiza a través de Jesús Vázquez e este a por meio de Anxo Lorenzo, decidem unilateralmente erradicar o galego das ciências experimentais já desde o E.S.O., e apelando á tradiçom, por se o tema nom fosse o suficientemente grave. Senhores, a essa tradiçom outros chamamos-lhe ditadura franquista. Ditadura na que se sancionava a quem dava áulas em galego. Cousa que ocorrerá, se nada o remédia, o ano que vem. Por tradiçom.

Queremos ciências em galego.

17/03/2009

Edito para engadir ligaçons aos comunicados de CCOO, AGIR, NOS-UP e AGAL

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Written by chimpin in: Geral |
Feb
17
2010
1

Para os autênticos «autênticos»

Esta entrada é umha resposta a outra de Odemo, liguem, leam e liguem de novo para compreender.

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Written by chimpin in: Gráfica | Etiquetas: , , ,
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